I'm still seeking for someone who'd like to do an intercultural swap with me, as you can read here

E tenho este blog aqui, que também quer ser visitado!

Sexta-feira, Outubro 09, 2009

A Biblioteca da FML...

... É um sítio espectacular onde qualquer um pode entrar e fazer as barbaridades que quiser (salvo seja!), que ninguém dá por ela. Vá, é certo que é melhor do que não ter, sequer biblioteca. Que é o caso da ESEL no pólo onde estou, por enquanto.

Hoje não tivemos a primeira aula e, como só tínhamos uma hora de furo, não podíamos ir para muito longe. Decidimos ir à procura da FML, e lá chegámos sem grande ginástica. Como ainda não temos biblioteca na nossa faculdade e há livros que podem ser úteis, achámos por bem pedir papelinhos para nos inscrevermos, que nos foram fornecidos muito simpaticamente.

Eu, cautelosa como sou e com medo de chegar lá com algum documento em falta, perguntei: "não é preciso nenhum comprovativo da morada?", ao que me respondeu a senhora "não, é só preencherem o papel, visto que são de cá."

Somos? De cá, de onde? Da FML? Lamento, mas não somos.

Defendo o livre acesso às bibliotecas, sejam elas dentro de faculdades ou não, mas será que esta é a forma mais correcta de manter em ordem um estabelecimento deste calibre? Em tempo de crise, não me admiro se fugirem livros de lá e não encontrarem o "ladrão"...

Terça-feira, Setembro 29, 2009

Pesoas que Ficaram Algures: Catarina

Entre tantas outras coisas de que poderia falar, deu-me na telha contar-vos histórias sobre pessoas que me marcaram de uma forma ou de outra mas que a dado momento desapareceram. Não sei se foram abduzidas, mas eu perdi-as de vista. Ou, se ainda as vejo, houve algo que as manipulou e as tornou em pessoas bastante diferentes das que eu conheci. Gente grande, vá-se lá entender! Nada melhor do que começar com a Catarina...

***

Mudar de escola pode ser bastante complicado. Se tivermos nove anos e todos os amigos no mesmo sítio, pior um pouco. É verdade que as crianças tendem a criar novas amizades com bastante facilidade, mas esquecer o que deixamos para trás pode ser muito difícil em qualquer idade. E esta foi a maior dificuldade que encontrei quando decidiram tirar-me da escola primária do costume para me enfiarem num externato, que é um nome fino para se dar a qualquer colégio manhoso.

O meu primeiro dia de aulas do quarto ano foi bastante complicado. Lembro-me de chegar a casa transtornada por causa das grandes diferenças entre a escola velha e a escola nova, por causa da carrinha velha onde todos íamos espremidos que nem sardinhas enlatadas, por causa de duas ou três pessoas pouco amigáveis com quem me cruzei e por pensar que a minha turma nova era uma treta.

Tiraram-me da escola velha porque se aproximava a mudança de ciclo e não queriam que eu fosse para uma escola pública no quinto ano - não havia monitoras dos tempos a ajudar, as escolas das redondezas não tinham boa fama, não havia forma de andar acompanhada... O costume. Por isso, sabia que na melhor das hipóteses só sairia do externato quando passasse para o sétimo ano. Contas feitas, ideias no sítio, o melhor foi mesmo começar a conversar com aqueles que seriam os meus novos companheiros.

E não tardou muito para que elegesse a Catarina como uma das minhas melhores amigas. Ambas tínhamos mochilas iguais, irmãos mais novos, brinquedos e interesses semelhantes e essas coisas todas que são determinantes nas amizades dos mais novos. Até nos zangámos certa vez porque trocámos as mochilas por engano e a prima dela, a Inês, fez o favor de me dar cabo das canetas todas (desapareceram, aliás), novinhas em folha. Eu, muito senhora do meu nariz e dona das minhas coisas, armei uma confusão tal que novas canetas não tardaram a aparecer no meu estojo. E continuámos amigas!

Brincávamos juntas, trocávamos prendas, combinávamos passeios nas férias, telefonávamos sempre uma à outra, contávamos todos os segredinhos e cochichos que havia para contar e assim foram os nossos dias por três anos. Logicamente, havia divergências, mas essas também tinham piada.

Chegado o final do sexto ano, estava decidido que não passávamos mais um ano no externato. Passou rápido, o tempo, e agora íamos para escolas diferentes. Lembro-me que chorámos que nem umas Madalenas e prometemos continuar a ser as melhores amigas. Ela foi para o Liceu D. Filipa de Lencastre, eu fui para a Escola Básica 2, 3 General Humberto Delgado (coisinha mais ranhosa aqui das redondezas), pelo que ficámos em sítios e mundos diferentes. Para além disso, que pais é que deixam uma filhinha de doze anos passear por Lisboa à vontadex? Não eram os meus pais de certeza.

Por uns tempos, fomos telefonando uma à outra quase todos os dias. Depois, os telefonemas foram surgindo cada vez menos vezes. Por fim, ela tratou-me mal ao telefone. Isto foi no oitavo ano, com muitos problemas de ameaças telefónicas feitas por pessoas que eu nem sabia quem eram pelo meio. Fiquei bastante triste, e não voltei a falar com ela. Nem sequer percebi o que se tinha passado, nem quis.

Há dois ou três anos voltei a encontrá-la (maravilhas da Internet! Ninguém é anónimo), mas não houve espaço para grandes conversas. Fiquei bastante entusiasmada e curiosa por saber como estava ela passado tanto tempo, mas confesso que fiquei desiludida. Pelo que me apercebi, nada correspondia às minhas expectativas. Será que as tinha? Voltámos a deixar de falar, e até hoje nunca mais soube dela.

Espero, sinceramente, que a Catarina esteja bem e a investir num bom futuro.
Lá no fundo, gostava de voltar a conversar com ela, e gostava de saber se ela se lembra das coisas do antigamente. Gostava...

Domingo, Setembro 27, 2009

Olá Outra Vez, que Não Me Fui Embora!

Eu sei que este blogue já tem teias, ervas daninhas, ratos e outras pragas e que o deixei ao abandono. É, foram dois meses. Justificações? Não trago, não me apetece. Não me apeteceu escrever por estas bandas.

Já voltei!

Parece-me que por ser dia de eleições é mais do que altura oportuna para voltar. Pensaram que me tinha ido embora de vez? Not really.

Tenho muita coisa para contar, muita preguiça e pouco tempo para escrever. Por ora, fica o meu amuo.

Quarenta por cento de abstenção? CDS como terceira força política? Não, não, eu já não digo nada. Sem comentário. Vamos ver o que daqui segue...

Quarta-feira, Julho 29, 2009

Já Foram Acordados por Ratos a Jogar à Bola?

Sim, foi mesmo o que quis perguntar. Isto de ter uma casa com cerca de duzentos anos tem muito que se lhe diga.

Para quem não sabe, vim passar esta semana à terra e a casa onde vivo, para além de estar rodeada de campo e mato, precisa muito de obras. Vou tentar explicar: a casa é linda, grande, mas mal damos um passo, o resto do pessoal cá dentro fica a saber onde andamos. Parece logo que está a acontecer um terramoto. Depois, as paredes vão-se desfazendo e não é muito difícil termos bichos a morar connosco tal é a quantidade de buracos existentes.
Para completar, e sem grandes floreados, não se pode andar no sótão sob o risco de este cair e virmos parar ao andar de baixo. É normal termos que repor telhas e isso tudo, mas sobram sempre entradas (e saídas!) para novos inquilinos, como os ratos. Ratazanas, aliás!
Como estou sozinha com a minha mãe, fiquei a dormir no quarto dos meus tios. Bem que limpo a secretária todos os dias, mas todos os dias caem bocadinhos do tecto, aqueles que o bicho carunchoso vai arrancando. E se fizer silêncio até posso ouvir os ratos lá em cima. Se viram o Ratatui, relembrem a cena da velhota aos tiros em casa dela. E relembrem o momento em que o tecto caiu, e os ratos que de lá saíram. Pois, tenho o sótão nas mesmas condições!

O meu sono é estranho, pois tanto durmo que nem uma pedra como acordo com qualquer pozinho que saia do sítio. E sabem lá o que me aconteceu! Sei que já era dia, pois entrava luz pela janela. Acordei em sobressalto porque a rataria andava a jogar à bola com calhaus, sei lá, faziam um barulhão! Até saltei da cama. Andam a esticar-se! Eu lá contei à minha mãe, ela diz que ando a sonhar...

É, também estava a sonhar quando vi um rato enorme no algerós um destes dias e cinco minutos mais tarde repararam que ele estava lá mesmo!

O que vale é que não tenho medo de bichos...

Segunda-feira, Julho 27, 2009

Telemóveis

Antes de mais, quero agradecer à alminha peregrina que fez o favor de me estragar uma bela e longa manhã de sono com um telefonema às nove e picos da manhã. Se és o desgraçado do 91 em causa, agradece por não ter atendido e não te ter mandado para sítios muito feios!

Detesto telefones, telemóveis e todos os programas impessoais tipo Skype ou o mais que banalizado messenger que nos permitem falar sem que vejamos a cara das pessoas. Não é assim tão grave quando não conhecemos as pessoas, mas detesto falar com quem conheço e já vi por estes meios. No entanto, gosto de escrever emails e manter blogues. A diferença reside no facto de gostar de escrever textos ou artigos sobre o que quer que seja, ou "cartas", sem que estas se transformem numa conversa.

As pessoas que me conhecem sabem que raramente carrego o telemóvel (penso que estou há mais de três meses sem saldo) porque não sinto necessidade de o utilizar e tenho preguiça de passar numa payshop, sabem que em tempo algum vou atender anónimos ou números que não conheço, a menos que me mandem mensagem previamente a identificarem-se. Sou o tipo de pessoa que já se fartou de publicidade, de contactos por parte das operadoras, que já inventou as desculpas mais esfarrapadas para despachar essa gentinha parva que quer impingir serviços à força toda (até já disse que a senhora Joana Margarida, a minha pessoa, se tinha reformado e emigrado!) e que a partir daqui qualquer tentativa dessas vai resultar em troca de galhardetes.
Também não tenho sempre o telemóvel comigo, e quando tenho o mais provável é não ter som. Por isso, quando olho para ele há sempre chamadas não atendidas e mensagens do século passado.

E a que se deve esta repulsa por tais bichos? Tal como já referi, não gosto de meios impessoais de falar com as pessoas. Gosto de ver a cara e as expressões das pessoas com quem estou a conversar e já está mais do que provado que isto das redes sociais, chats e programas da mesma família normalmente fomentam confusões. Quanto aos telefones, isso não muda. Eu até me assusto quando tocam! E detesto escrever mensagens, tanto como detesto telemóveis novos todos xpto com câmaras fotográficas, jogos e mais não sei o quê. Tanto quanto sei, os telefones e telemóveis foram feitos para permitir às pessoas comunicar quando estão longe umas das outras. Para que é que fazem tanta mariquice?

Eu sei que os tempos mudam. Mas eu ainda faço parte de uma geração que se habituou a acampar desde os cinco anos com escuteiros sem uma única chamada dos pais! Era impossível comunicar e eu achava um espectáculo porque tinha acesso a uma liberdade que me faltava em casa. Uns anos mais tarde, os animadores começaram a ter telemóveis e à noite lá ligavam os papás todos preocupados a fazer uma série de recomendações aos filhos. Foi um estrago! Comecei a ter amigos com telemóvel e nem percebia qual era a necessidade de os ter. Era fixe?

Tive o meu primeiro telemóvel quando passei para o oitavo ano, quando tinha treze anos. Só mo ofereceram porque tinha mudado para uma escola pública num sítio relativamente problemático e os meus avós não podiam cuidar de mim quando não tinha aulas. Dois anos depois, ofereceram-me um telemóvel novo porque o primeiro estava a dar problemas e diga-se de passagem que o tal Nokia 7260 dos anúncios era lindo! Ainda funciona, cinco anos depois. Apesar disso, tenho outro telemóvel porque mudei de operadora: posso dizer que só falo ao telemóvel com uma pessoa, o meu namorado, que também é 91. E ele sabe o quanto eu detesto as telecomunicações e farta-se de me dar na cabeça por andar sempre incontactável.

Afinal, o que é que trouxeram os telemóveis? Chatices. Se antes podíamos andar à vontade, hoje temos as pessoas que se preocupam connosco a controlar-nos, literalmente. Se recebemos menos de três chamadas por dia a perguntar como estamos ou o que andamos a fazer, é pouco. Também nos trouxeram noites mal dormidas quando nos esquecemos de os desligar! Há sempre uma alma penada que se lembra de mandar mensagens, toques ou mesmo telefonar nas horas mais impróprias. E são sempre aquelas pessoas de quem não queremos saber! É o ex-namorado com mensagens sobre a vida amorosa dele justamente quando estamos bem acompanhados e a fazer coisas interessantes, é aquela colega parva a quem demos o número numa altura em que perdemos a cabeça a perguntar onde é a aula x ou qual é o trabalho de casa da disciplina y, é a operadora com aquelas mensagens maravilha sobre serviços e promoções ou avisos feios de carregamento, e poderia continuar a lista.

No fim disto tudo, os telemóveis nunca funcionam quando precisamos deles. Quem já esteve em sarilhos sabe como é: ou não há bateria, na volta não há rede, o saldo foge ou o destinatário não atende (se for uma pessoa como eu!). A minha mãe farta-se de me dar nas orelhas mas raramente atende quando preciso dela!

Já estive mais longe de deixar o telemóvel de lado. Graças a todos os obstáculos à comunicação, à invasão da privacidade, aos anónimos, às fuinhas que ligam a horas desengraçadas e às trafulhices das operadoras.
E ninguém vai conseguir mudar a minha opinião quanto a este assunto!

Quinta-feira, Julho 09, 2009

Boas

Por que é que há pessoas que dizem "bons dias", "boas tardes" ou "boas noites" se o dia ou a tarde ou a noite são só uma? É para poupar palavras nos dias que se seguem?

Isso aliado a um "prontos!" bem convicto dá cabo de mim. Viva a Língua Portuguesa!

Quarta-feira, Julho 08, 2009

Ó Ai Ó Férias

Finalmente, estou de férias! Não quero saber de exames nem de escola nem de nada.

[Mas amanhã ainda vou ver se peço recurso a Matemática, que isto de aldrabarem os exames em dois valores não pode ser...]

Segunda-feira, Julho 06, 2009

E É por Isto que Eu Não Gosto de Bolhinhas

Refreshing por Conhoca

Não gostar de bolhinhas é relativo. Se for cerveja, até que se tolera bem a coisa. Ou panaché, coisas da mesma família que não são tão doces que até fazem diabetes.

Fora as excepções, há um grande motivo que está por trás do meu ódio aos refrigerantes.

Será que sou a única pessoa a quem as bolhinhas sobem ao nariz e depois fazem comichão?

Sábado, Junho 27, 2009

À Meia Noite

Ainda numa de Michael Jackson, alguém se lembra disto?


Agradeçam-me por os leitores de cassetes cá de casa não funcionarem e eu ter ido à procura disto pela Internet fora.

Quinta-feira, Junho 25, 2009

Faz sempre confusão quando perdemos génios. Podia não ser o melhor exemplo, mas trouxe coisas espectaculares ao mundo. Era novo. Vamos sentir falta.

Vamos ter saudades, Michael.

Domingo, Junho 14, 2009

Coisas que os Aliens Raptaram #4

Não sei se se lembram de haver uns pacotes de mini Chiclets há coisa de 10 anos atrás, eu adorava-as. Foi no meu tempo de escola primária, a minha mãe costumava dar-me pacotes destes de quando em vez e eu fazia questão de meter logo tudo na boca e fazer balões gigantes.

Que é feito delas? Creio que ainda há autocolantes a publicitá-las num quiosque aqui perto, mas nunca mais as vi à venda.

Sábado, Junho 13, 2009

Hoje é Dia de Santo António...

... E faz dois anos que eu conheci o meu homem. Irónico, não?

[E com tanta miséria neste mundo, só se fala do Ronaldo. Rabicholas.]

Quinta-feira, Junho 11, 2009

Jantar de Blogueiros

Pessoal: vamos lá a ver se nos entendemos. Somos tantos com blogues e a comentar-nos uns aos outros que mesmo sem querer já vamos criando laços. Para a semana há jantar, para quem não sabia (ver os posts no blogue do Jedi aqui e aqui). Para quem está a par, pergunto eu, por que raio é que ainda não foram confirmar? Com uma ideia tão gira, corta-se tudo? Ora ide lá a correr, que a confirmação é até amanhã (dia 12)!

Terça-feira, Junho 09, 2009

Exames

A pessoa que inventou os exames devia morrer. Por que raio é que eu tenho que fazer o exame de Matemática A do 12º ano para concluir a disciplina, se nem sequer preciso dele para entrar no curso que quero? Não era mais bonito fazermos exame só às disciplinas que servem como prova de ingresso? Oh, e não é absurdo que em certas faculdades os exames valham mais do que as notas do Secundário? Porra, comparar o desempenho que tivemos durante três anos a uma prova que tivemos num dia qualquer, à pressão, durante três horas, é uma treta.

Tinha mesmo que partilhar a minha fúria. Ufa!

Sexta-feira, Junho 05, 2009

HOME

Porque hoje é dia 5 de Junho e é o Dia Mundial do Ambiente, 'bora ver este filme espalhado por todo o mundo. Se vão ficar em casa esta noite, podem vê-lo aqui, mas vejam!